Didática de Linguagem

Recursos para Hora do Conto

 "Apresentação dos materiais de hora do conto, confeccionados em Didática da Linguagem pelas turmas 401-N e 402-N "



Sugestões de Histórias e Técnicas que  podem ser feitas.
                                                        


             

 Turma do Utilixo 

Nély A. Guernelli Nucci


    "Num monte de lixo, muito alto e malcheiroso, moravam felizes e bem alimentados um ratão chamado Sujisfredo e seus amigos micróbios: dona Chiríquia Bactéria, Tânia Verminosa, João Verminóstico e Vibrilino Colerão.
    Perto de todos eles, triste e abandonada, Plastilda, uma garrafa plástica lamentava-se:
    - Sou tão infeliz! Como é triste ficar nessa imundice. Eu, uma garrafa que era tão limpinha, que carregava água mineral transparente, fresquinha. É demais!
    Nem percebeu que não estava sozinha. Ao seu lado, jogado no meio do lixo, havia um frasco de vidro todo sujo, destampado, que foi logo lhe dizendo:
    - Não chore. Eu também estou aqui. Meu nome é Vidráulico e já fui vidro de remédio, de antibióticos, que mata bactérias, esses monstrinhos que estão aos montes por aqui.
    Plastilda olhou para ele desconsolada. Mesmo acompanhada, não se conformava com a situação.
   Seu Vidráulico, bom de prosa, espichou o assunto e continuou a conversa:
   - Sabe de uma coisa? Vou lhe contar um segredo. O que eu mais queria na vida era ser vidro de perfume. Hummmmm! Queria ser cheiroso. Remédio é bom, mas fede...
   Plastilda achou interessante a ideia daquele vidro simpático. Nunca havia pensado nisso... Se ela pudesse bem que gostaria de ser... Uma leiteira? Não! Vem leite quente, fervendo... Uma peneira? Não! Peneira é muito furada... Podia ser um brinquedo! Um carrinho, uma boneca, um cavalinho, ficar nas mãos das crianças...
   Estavam assim, sonhando distraidos, quando ouviram uma voz vinda um pouco mais do acima de onde se encontravam.
   - Desculpem a intromissão. Não pude deixarde ouvir a conversa de vocês. Meu nome é Papelote e tenho uma novidade. Vocês irão adorar!
   Seu Vidráulico, muito curioso, quis logo saber detalhes do que ele tinha a contar.
   Papelote mostrou seu corpo, onde estava escrito: Decreto Municipal para Reciclagem de Lixo... patati... patatá...
   Entusiasmado, começou a explicar:
   - Vão separar o lixo. Não vamos ficar assim misturados nesta sujeira, nesta confusão. Vão recolher o lixo nas casas todo separadinho e nas ruas colocarão lixeiras próprias, coloridas. O que é papel vai ficar só com papéis. Serão colocados nas lixeiras no lugar pintado de AZUL. Para lá só irão papéis e papelão. Os vidros ficarão com outros vidros, no lugar, pintado de VERDE...
   Percebendo a aflição de Plastilda, desculpou-se:
   - Já ia me esquecendo... os materiais plásticos irão para as lixeiras no lugar pintado de VERMELHO. E os “inúteis” ficarão no monte de lixo que é o seu lugar.
  Revoltados, alguns legumes se manifestaram:
   - Nós não somos papéis, nem vidros ou plásticos para ficarmos separadinhos, mas inúteis não somos. Fomos jogados aqui, alguns ainda inteirinhos e com saúde, nem sabemos o por quê.
   Papelote, indiginado, respondeu:
   - Eu sei o que aconteceu. Aqui no Brasil há muito desperdicio. Joga-se fora muita coisa boa. Por isso vocês estão aqui. Vão acabar apodrecendo, morrendo.
   Os legumes puseram-se a chorar...
   - Será que não tem nessa tal de reciclagem um lugar para nós?
   Papelote resolveu esclareer o que é ser “reciclado”.
   - Vamos ser reaproveitados. Eu vou virar papel novo, novinho em folha. Vão escrever outra vez em mim... outras leis, discursos, cartas. Posso até ser página de livro!
  Dona Papelosa, sua amiga, ouvia tudo quietinha. Estava triste, deprimida. Resolveu desabafar:
   - Sorte sua! Coitada de mim. Sou uma carta de amor fracassado. Fiz alguém muito infeliz. Era até preferível ser papel higiênico. Pelo menos teria sido útil.
   - Não fale bobagem – respondeu Papelote, - se você fosse papel higiênico não poderia ser reciclada. Assim não, você pode virar pepel branquinho, cheio de espaço. Poderão escrever em você ou desenhar um barco, uma flor, um sol...
   Dona Papelosa, entusiasmou-se com a ideia dessa tal reciclagem:
   - Como você é legal, Papelote!
   - Legal? Eu? Eu não! Legal é quem  aprender a fazer isso. Quem se acostumar a separar seu lixo direitinho.
   Plastilda estava de boca aberta ouvindo Papelote.
   Vidráulico queria saber mais, muito mais:
   - Como é que isso acontece? Quando? Onde? Por quê?
   Papelote explicou que cada um iria para o seu lugar na lixeira e de lá para a reciclagem em indústrias onde existem muitas máquinas modernas.
   - Essas máquinas nos transformarão, deixando-nos prontinhos para ser usados novamente.
   - E eu?
  A pergunta assustou a todos. Era uma voz metálica, estridente, muito alta. Olharam depressa  e viram um latão de óleo que era conhecido como Metaleiro, por causa de seu jeitão de roqueiro.
   - Você também, claro! – Respondeu Papelote.
   - Fique sabendo que a reciclagem de material usado é uma grande economia. O custo é menor quando se fabrica materiais novos utilizando materiais usados, reciclados. Veja só o meu caso: papel é feito com fibras vegetais retiradas de árvores. Jáa imaginou quantas árvores são derrubadas para se fabricar cadernos, blocos, livros, revistas? Fica muito mais barato reciclar papel usado, e evita-se o corte de mais árvores.
   - Como você é inteligente! Sabe tantas coisas interessantes... – Disse Plastilda, admirada.
   Papelote, meio sem graça, explicou que havia sido rascunho dessa lei sobre reciclagem. Por isso sabia tanto.
   Enquanto eles conversavam, Sujisfredo e seus amigos, escondidos, escutavam toda a explicação.
   João Verminóstico gritou indignado:
   - Vocês ouviram tudo isso? Estão querendo limpar o lixo! E nós, como é que ficamos?
   Tânia Verminosa, sua namorada, deu o maior apoio:
   - Precisamo dar um jeito nesse papel intrometido. O que ele pensa que é? Quer acabar com a nossa alegria? Com a nossa tranquilidade? E daí? Adeus doenças! Bye Bye epidemias! Assim não dá!
   Micróbios e bactérias comentavam preocupados:
   - Lixo é lixo! Como se atrevem a limpar o que é nosso?
   - Para que ensinar as crianças a ficarem limpas e educadas? Separar lixo! Onde é que já se viu?
   Sujisfredo, decidido, chamou todos à ação:
   - Precisamos fazer algo rapidinho, para resolver a situação.
   Armaram um barrulhão. Chamaram todos: micróbios, ratos, ratinhos, ratões. Fizeram uma passeata, todos unidos, gritando:
   “ Abaixo a reciclagem! Limpar lixo é bobagem!”
   “ Abaixo a limpeza! Lixo sujo é uma beleza!”
   Vidráuico e Metaleiro, percebendo a movimentação, ficaram preocupados. Sabiam que os micróbios e bactérias, apesar de miudinhos, eram sempre perigosos. Com os ratos então, nem se fala.
    - Ai! Socorro! Ai! Ai! – Papelote gritou desesperado, sentindo uma mordida em um de seus quatro cantos. – Socorro! É o Sujisfredo! Está querendo me roer!
   Vidráulico e Metaleiro arrastaram-se ligeiros e puseram pra correr o perigoso inimigo.
    - Estou correndo perigo. Querem acabar comigo. Acho que não gostaram da novidade, da reciclagem do lixo. O que vamos fazer?
   Papelote não era de se apavorar, mas desta vez estava realmente assustado com a possibilidade de ser roído.
   Tenho um plano! – Gritou Vidráulico e todos silenciaram, aflitos por encontrar um jeito de acabar com os inimigos.
   - Vamos preparar uma armadilha: Papelote, entre no latão de óleo, no Metaleiro. Fique só com umma pontinha para fora. Mas, olha lá, tem de ser esperto. Quando Sujisfredo vier vupt, escorregue para dentro e ele vai dar uma daquelas suas fortes no latão. Vai se estrepar!
   Papelote gostou da ideia e achou bem divertido escorregar num latão tão liso e oleoso.
   Metaleiro topo “na lata” suportar uma mordida e deu uma de durão.
   - Sou Metaleiro, cara! Acha que vou tremer por causa de uns micróbios? Por causa de um rato? Qual é meu?
   Vidráulico comandou toda a operação de guerra:
   - Você aqui, você ali, Papelote, ajete-se?
   Tudo preparados, todos a postos, ficaram só aguardando novo ataque de Sujisfredo.
   Sem saber de nada, Sujisfredo foi chegando, devangar, camuflando-se preparou uma bela mordida para destruir aquele papel sabido e intrometido... nhoc! E o Papelote... vupt! Escorregou bem ligeiro.
   Sujisfredo mordeu o latão com toda a força.
   - Ai! Ai! Ai! Os meus dentinhos! Ai meu Deus, fiquei banguela! Que vai ser de mim? Já viu um rato sem dente? Um roedor desdentado? Que desgraça! Vocês são os grandes culpados, seus micróbios desgraçados! Me jogaram nessa fria!
   Os micróbios, muito espertos, jogaram a culpa de volta:
   - Não temos nada com isso. Você que é um idiota, um grande incompetente. Agora esse papel vai ficar muito mais orgulhoso, espalhando por aí essa maldita lei que ensina a separar o lixo. E o que vai acontecer? Vamos ficar sem essa maravilha de lugar. Vamos ficar sem esse lixo todo sujo e maravilhoso. Estamos perdidos!
   Papelote, mais uma vez , acalmoua situação:
   - Calma. Não fiquem desesperados. Vocês também serão transformados.
   - Transformados? – Perguntaram curiosos.
   - Vocês serão cobertos com serragem e assim ficarão por algum tempo, ajudando a transformar o lixo orgânico em adubo.
   Os micróbios não conseguiam acreditar. Aliás, nem sabiam o que era lixo orgânico... Aí Papelote explicou:
   - Lixo orgânico são resto de comidas, animais e vegetais que podem ser ferramentas com a ajuda de micróbios e bactérias, transformando-se em adubos que serão misturados a terra para fortificá-la, para que dela brotem plantações verdinhas, cheias de saúde.
   O lixo orgânico pode também ir para Aterros Sanitários, locais onde se escavam grandes buracos, nos quais o lixo é despejado e depois recoberto com terra, evitando ratos, moscas, mau cheiro, contaminação dos lençóis de água subterrâneos e o surgimento de doenças.
   Sobre esses buracos, depois de cheios de lixo e recobertos com terra e pedras, são construidos parques, quadras esportivas, praças...
   Mas as cidades crescem e áreas para esses aterros estão cada vez mais difíceis. Daí a importância do lixo ser separado para reaproveitamento do que for possível.
   Os micróbios estavam tão contentes que dançavam e cantavam comemorando essa transformação.
   Papelote aumentou a alegria:
   - Além de adubo vocês também poderão ser úteis ajudando a transformar o lixo orgânico em combustível.
   Virou, então, uma verdadeira festa.
    - Somos úteis! Oba! Somos úteis! Oba!
    Nessa comemoração então também o Vidráulico:
    - Vou virar vidro de perfume. Oba!
    E a Plastilda...
    - Vou ser um brinquedo. Um brinquedo bem bonito!
    Papelosa e Papelote...
    - Um desenho colorido. Oba!
    - E eu, página de livro!
    Também o Metaleiro...
    - Vou ser latão redondinho, sem nenhum amassadinho!
    Sujisfredo, coitado, perguntou desajeitado:
    - E eu? E eu?
    Todos, em coro, gritaram:
    - Você? É demais tanta feiura! Vá procurar um dentista pra fazer uma dentadura!"

  • Sugestão de atividade para ser feita após a contação desta história:
               Construção de um porta lápis por aluno, feitos com garrafas pet caçulinhas envoltas com uma tira de papel com desenhos sobre a história.



O Livro que Queria Ser Brinquedo 

Sandra Aymone


O Caminhãozinho de Madeira e o Coelinho de Pelúcia estavam conversando pertinho da entrada do País dos Brinquedos, quando ouviram um “psiu”. Foram olhar e encontraram um Livro de capa Azul que estava com a cara mais triste do mundo.
-Por acaso vocês sabem como eu faço para encontrar a Fada dos Brinquedos? – perguntou o Livro, enxugando uma lágrima - Eu sei que as crianças gostam muito de vocês e queria que gostassem de mim deste jeito. Será que a fada concorda em me transformar num brinquedo?
A Bola vinha chegando e, ao ouvir o que o livro tinha dito, contestou:
-Ué! Mas você é um brinquedo tanto quanto nós! As crianças adoram ler suas histórias!
Mas o livro não se convenceu:
-Você diz isso para me consolar! Ah, quem me dera ser um Trenzinho, ou uma Boneca!... E então? Vocês sabem onde eu posso encontrar a Fada?
-Ela mora lááááá longe. –explicou o Coelhinho, apontando para um morro coberto de árvores- Nós nunca vamos até sua casa, porque é muito difícil atravessar a floresta.
-Desista dessa ideia, livro! –aconselhou o Caminhãozinho- Fique morando aqui com a gente!
Mas o livro ficou olhando na direção da floresta, como se estivesse pensando numa maneira de chegar ao outro lado.
Naquele instante, a corda de pular e a Bóia Inflável chegaram contando as novidades:
-A Pipa acaba de avisar que vai chegar de viagem hoje. Desta vez ela voou até um deseto muito, muito quente e está trazendo um amigo de lá!
-Disse que esse amigo é uma planta chamada Cacto!- completou a Bóia!
Os brinquedos que não sabiam o que era um cacto, ficaram curiosos e a conversa ficou animada. Cada um dava a ideia mais maluca sobre o tamanho, a forma e a cor daquele  novo amigo da Pipa.
A Bola virou-se para onde estava o livro e perguntou:
-E você livro, Sabe o que é um ca... Ué! Cadê o Livro?
O Livro tinha sumido! O Coelhinho logo adivinhou:
-Tenho certeza de que ele foi atravessar a floresta para encontar a Fada dos Brinquedos! Ficamos tão distraídos que nem percebemos quando ele saiu. A estas horas, deve estar perdido!
-Precisamos ir atrás dele! –disse a Corda de Pular.
Todos concordaram e foram chamar mais brinquedos para ir junto.
Logo, todos caminhavam em direção à floresta. Na frente, ia o Caminhãozinho, que apesar de andar aos solavancos por ter uma rodinha rachada, ainda era quem melhor conhecia os caminhos.
A mata foi ficando fechada e as dificuldades eram muitas, mas ninguém queria desistir.
Depois de andarem bastante, encontraram o Livro, que estava todo enrolado num cipó e não conseguia se soltar. O Serrote de Plástico num instante resolveu o problema.
O Livro ficou muito agradecido e reconheceu que tinha feito bobagem:
-Desculpem, amigos. Eu que conheço tantas histórias, como “Chapeuzinho Vermelho” e “João e Maria”, devia ter lembrado que é perigoso entrar sozinho na floresta...
Naquele instante, porém, o Coelhinho parou e levantou as orelhas, como se ouvise algo. Disse:
-Vocês estão ouvindo isso? O Tamborzinho está tocando! Ele não pôde vir, porque ficou cuidando da Corneta, que está com tosse. Deve ter acontecido alguma coisa!
Nenhum dos outros conseguia ouvir nada, porque não tinham aquelas orelhonas, mas acreditaram no Coelho. Para tentar enxergar mais longe. Os Cubos de Madeira subiram uns sobre os outros até formar uma pilha bem alta.
O que ficou mais em cima olhou na direção da cidade e gritou:
-Estou vendo! Caramba! Carambola! Nossa! Cruzes!
-Conte logo o que é! –gritaram todos, na maior aflição.
-É a Pipa! Ela está no ar, parada bem em cima da lagoa dos Barquinhos de Papel! Tem algupem com ela... uma coisa verde... deve ser o Cacto! Ele perdeu o equilíbrio e caiu, mas consegui se agarrar na pontinha da corda da Pipa. Acho que não sabe nadar, porque está com muito medo de cair na água!
-Coitado! –exclamaram todos.
-Precisamos fazer alguma coisa! –disse o Caminhãzinho, já correndo na direção da cidade.
-Vamos com você! –disseram a Bóia, o Livro e o Ioiô, pulando em sua carroceria. Mas o peso foi demais e a rodinha rachada quebrou de vez...
-Vou assim mesmo! Eles precisam de ajuda! –falou o Caminhãozinho, rodando com muito esforço e dificuldade.
-Espere que dou um jeito. –propôs o Ioiô, colocando-se no lugar da roda quebrada.
Redondinho como era, ficou quase perfeito e o Caminhãozinho arrancou bem depressa. Os outros brinquedos correram atrás.
Quando chegaram a beira da lagoa, ouviram o Cacto gritar:
-Socorro! Acudam! Sou do deserto, tenho medo de água!
Os frágeis Barquinhos de Papel olhavam para o alto. Apesar de assustados, tentaram acalmar o Cacto, dizendo a ele que o socorro já estava chegando.
Num instante o Caminhãozinho chegou à beira da lagoa. A Bóia pulou na água para segurar o Cacto quando ele caísse. Mas o livro deu um grito:
-Não faça isso! Aqui nas minhas páginas diz que os cactos são plantas que têm muitos espinhos! Você vai furar e acabar afundando com ele...
Todos os brinquedos pararam e ficaram olhando uns para os outros. Ninguém tinha coragem de segurar alguém que era cheio de espinhos...
-Eu vou! –decidiu, corajosamente, o livro, quanto se ajeitava sobre a Bóia –Minha capa é dura, não vou me ferir.
Os outros brinquedos ficaram na maior aflição. Sabiam que se ele se molhasse... era uma vez um Livro!
A Bóia nadou de pressa. Naquele minuto, o Cacto perdeu as forças e soltou-se da corda da Pipa. Veio caindo, caindo, caiu! Bem em cima do Livro!
Todos os brinquedos que estavam na margem gritaram, pularam e aplaudiram.
Com cuidado, a Bóia voltou com o Livro e o Cacto para a terra firme. A Pipa desceu do céu e agradeceu, muito emocionada, a todos que tinham ajudado no salvamento.
Para comemorar o salvamento do Cacto, a Pipa deu uma grande festa. Todos os brinquedos foram convidados.
Depois que já tinham se divertido bastante, a Pipa pediu silêncio e disse:
-Tenho certeza que o susto que eu e o Cacto passamos ajudou todos a perceber que cada um de nós tem um talento especial. É muito bom que existam coelinhos de grandes orelhas, capazes de ouvir o que ninguém mais ouve. Cubos que possam se elevar tão alto a ponto de enxergar quem precisa de ajuda...
-Caminhões cuja coragem compense até a falta de uma rodinha –acrescentou o Cacto- Ioiôs tão inteligentes que possam encontrar soluções em momentos difíceis. Barquinhos de papel sempre prontos a dizer uma palavra amiga. Bóias que flutuam como ninguém...
-Porém, -continuou a Pipa- queremos fazer um agradescimento especial a alguém que é, sem dúvida, o mais sábio de todos nós. Se não fossem seus conhecimentos, tudo teria acabado em desastre... E aposto que todos sabem quem ele é...
-É o Livro! É o Livro! É o Livro! –gritaram os brinquedos na maior animação.
O Livro nunca tinha se sentido tão feliz! A Pipa ainda disse:
-O que seria de nós sem esse mundo de conhecimentos que os livros trazem dentro deles? Se ele não soubesse tudo sobre plantas do deserto, a uma hora dessas a Bóia e o Cacto entariam no fundo do lago... Ele, mais que todos, merece nosso carinho e o amor das crianças!
A Bóia, comovida, deu um beijo no Livro, dizendo:
-Você é o brinquedo mais bacana que uma criança pode ter!
De repente, vinda de não se sabe onde, uma voz retumbante falou:
-Eu sou a Fada dos Brinquedos e vim aqui para satisfazer o seu desejo! A partir de agora, o Livro vai virar um trenzinho!
O livro levou um susto e gritou:
-Não! Mudei de ideia! Quero continuar sendo o que sou!
O Tamborzinho pensou:
-Conheço essa voz! –e falou- Calma gente! É a Cornetinha que sarou da tosse e está pregando uma peça em vocês!

Na mesma hora, a Cornetinha pulou no meio da festa, toda sapeca, e saiu galopando montada no Cavalinho de Pau. O Livro correu atrás dela, dando risadas, e a farra durou até o sol raiar...

  • Sugestão de atividade para ser feita após a contação da história:
              Confecção de brinquedos utilizando as formas geométricas

               .

Se as Coisas Fossem Mães

 Sylvia Orthof

"Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas, o céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos, o mar seria um jardim e os barcos seus caminhos.
Se a casa fosse mãe, seria mãe das janelas, conversaria com a lua sobre as crianças estrelas, falaria de receitas, pastéis de vento, quindins, emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins!
Se a terra fosse mãe seria mãe das sementes, pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe seria mãe da alegria, toda mãe é um pouco fada.... Nossa mãe fada seria.
Se a bruxa fosse mãe seria mãe gozada: seria mãe das vassouras, da FAMÍLIA VASSOURADA!
Se a chaleira fosse mãe, seria mãe da água fervida, faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras, sentariam comportadas, teriam boas maneiras.
Cada mãe é diferente: mãe verdadeira ou postiça, mãe vovó e mãe titia, Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice, toda mãe é como eu disse.
Dona Maria ralha e beija, erra, acerta, arruma a mesa, cozinha escreve, trabalha fora, ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa.

Tem até pai que é tipo mãe... esse, então, é uma beleza!".

  •  Sugestão de atividade para ser feita após a contação da história:
            Fazer um mosaico-retrato da sua mãe com papel picado.






Festa no Céu 


"Naquela noite ia ter uma festa no céu.
Nós, os bichos sem asa, estávamos jururus de fazer dó. Aí, imaginem, a tartaruga, logo a tartaruga, decidiu que ia ao baile.
– Até logo! – disse ela para o urubu-rei. – Vou indo na frente porque vou devagar!
– Por que você não vai voando? – o urubu caçoou.
– É... Vai voando! – os pássaros gozaram.
Mas enquanto os pássaros morriam de rir da tartaruga, ela se mandou e...
Naquela tarde, quando o urubu pegou o violão e levantou voo para a festa, a tartaruga estava quietinha escondida lá dentro.
No céu, sem que ninguém visse, a tartaruga pulou fora do esconderijo.
E a passarada arregalou os olhos:
– Mas como é que você apareceu aqui? Como conseguiu chegar? Como é que você veio?
– Voando – a tartaruga respondeu, rebolando.
E ela cantou, sambou a noite toda.
Rebolou até o sol raiar.
Depois tratou de encontrar um jeito de se enfiar de volta no violão.
Lá pela metade do caminho para casa, o urubu começou a assobiar um samba da festa.
E a tartaruga, que estava muito alegre e um pouco zonza, começou a cantarolar também.
O urubu rei escutou.
Pensou um pouco.
Desconfiou.
Aquela diaba da tartaruga tinha feito ele de burro de carga.
Furioso, virou o violão e sacudiu.
A tartaruga caiu rolando céu abaixo:
– Sai da frente, terra, senão te arrebento! – ela gritou o mais alto que pôde.
Mas a terra nem se mexeu.
O casco da tartaruga se quebrou em pedacinhos.
Fomos nós que achamos e colamos os pedaços todos.
Agora você já sabe por que a tartaruga tem esse lindo casco tão bem remendado.
E se você quiser saber mais sobre a festa do céu, pergunte para ela.
Ela adora contar".
  • Sugestão de atividade para ser feita após a contação da história:
            Montar a tartaruga utilizando como casco o fundo de uma garrafa pet.




 O Apanhador de Sonhos 

Troon Harrison Alan e Lea Daniel


"Bem cedinho, antes mesmo de todos acordarem, Zacarias percebeu que aquele seria um sábado maravilhoso. Duas zebras e um enorme cachorro peludo estavam bebendo água no chafariz de seu jardim. Há meses Zacarias vinha pedindo aos pais um cachorro como aquele.

- Esperem por mim! – ele gritou, calçando o tênis.
As zebras saíram galopando pelo jardim assim que Zacarias abriu a porta. O cachorro correu atrás delas. Quando Zacarias ia persegui-los, notou outra coisa estranha. Na entrada de suas casa havia um caminhão com os pára-lamas sujos.Um velho baixinho estava de pé em cima de um caixote, olhando dentro do capô. Ele vestia um macacão com botões brilhantes.
- Bom dia – disse Zacarias. – Quem é você?
- Leia o que está escrito na porta – sugeriu o velho, sorrindo.
- Apanhador de Sonhos. – Zacarias leu em voz alta e perguntou espantado: - O que isso quer dizer?
O Apanhador de Sonhos tirou a cabeça de dentro do capô e sorriu. Ele tinha bochechas rosadas e olhos tão azuis como as tardes de verão.
- Você já pensou no que acontece com seus sonhos? – ele perguntou a Zacarias.
Zacarias balançou a cabeça negativamente.
- Ah, não? Bem, eu venho de madrugada e recolho todos. É regulamento da prefeitura – explicou o Apanhador de Sonhos.
- Uau! E o que acontece se você não recolhe os sonhos? – perguntou Zacarias.
- Isso seria um desastre! – exclamou o Apanhador de Sonhos. – Quanto mais a manhã se aproxima, mais reais se tornam os sonhos. Uma vez tocados pela luz do sol, eles permanecem para sempre. Imagine! A cidade ficaria abarrotada de sonhos!
Naquele momento, dois piratas apareceram na rua.
- Eles eram do sonho de alguém? – perguntou Zacarias.
- Sim – respondeu o Apanhador de Sonhos, enquanto voltava a trabalhar no motor.
Zacarias o ouviu resmungar algo a respeito de anéis de pistão. – Seu caminhão enguiçou? – ele perguntou.
- É. Não quer pegar e eu esqueci minha caixa de ferramentas – o Apanhador de Sonhos parecia preocupado.
- Posso pegar algumas ferramentas em casa – ofereceu Zacarias. – O que você precisa?
- Você pode me conseguir uma chave de vela, um verificador de bateria e um jogo de chaves de boca?
Zacarias correu até a garagem e olhou para as ferramentas de seu pai. Ele não sabia bem como se chamavam. O único jogo que viu foram uns apetrechos de beisebol que pareciam muito usados. Ele encontrou o verificador de bateria, mas não sabia qual das chaves era a certa. Pegou uma porção delas para que o Apanhador de Sonhos pudesse escolher.
Assim que Zacarias voltou ao caminhão, o cachorro peludo passou correndo, perseguindo três coelhos.
- Ei, aquele cachorro era do meu sonho! – exclamou, surpreso, Zacarias. – Eu queria tanto ter um cachorro como aquele.
Naquele momento havia sonhos por toda parte. O Apanhador de Sonhos olhava à sua volta ansiosamente.
- A rua já deveria estar desocupada – ele se lamentava.
– Em breve o sol nascerá. Isso é muito sério.


Ele apanhou uma ferramenta das que Zacarias havia trazido, mas Zacarias achou que era pequena demais para um caminhão tão grande. Será que o Apanhador de Sonhos sabia o que estava fazendo?
- Posso ajuda-lo a consertar o caminhão? – perguntou Zacarias. – Uma vez consertei o aspirador de pó da minha mãe, depois que ele aspirou meus brinquedos.
O Apanhador de Sonhos sorriu.

- Caminhões e aspiradores são bem diferentes por dentro. Mas, talvez, você possa fazer um serviço especial para mim.
- O quê? – perguntou Zacarias.
- Talvez você possa colocar os sonhos para dentro do caminhão. Mas alguns sonhos, como o cachorro, podem ser difíceis de pegar – ele falou com um brilho no olhar. – Você acha que consegue fazer isso?
- Oh, sim, eu consigo – respondeu Zacarias, todo empolgado.
Então Zacarias entrou em casa e escolheu cuidadosamente as coisas de que necessitaria para capturar os sonhos. Quando voltou, o sol já estava nascendo. Ele teria de ser rápido.
As cenouras e a corda funcionaram bem, e logo as zebras estavam dentro do caminhão. As araras gostaram do apito prateado.
- Este trabalho é moleza – disse Zacarias.
- Agora vou procurar o cachorro peludo.
Zacarias ouviu latidos no quintal do vizinho e foi investigar. O cachorro estava saltando por entre anéis de fogo que um dragão soltava pela boca.
Naquele instante um cavaleiro de armadura apareceu no quintal e, vendo o dragão, puxou sua espada. O cachorro saiu correndo.
- Volte aqui! – gritou Zacarias, mas o cachorro continuou correndo.
Quando o cavaleiro ergueu a espada, o dragão empalideceu de pavor. Felizmente, naquele momento um cavalo enorme saiu trotando do canteiro de rosas.
O cavaleiro guardou sua espada e, todo feliz, abraçou o pescoço do cavalo.
- Puxa – sussurrou Zacarias -, essa foi por pouco.
Agora o quintal estava repleto de sonhos.
- Sigam-me todos! – ordenou Zacarias, mostrando o caminho.
Um a um, os sonhos foram subindo a rampa para dentro do caminhão. Zacarias suspirou aliviado. Só faltava o cachorro.
Zacarias seguiu novamente pela rua, assobiando para chamá-lo. O latido do cachorro parecia vir de dentro de uma moita.
- Saia já daí! – gritou Zacarias, afastando os galhos.
Mas o cachorro havia desaparecido.
Os raios do sol já estavam alcançando o topo das árvores. Zacarias decidiu que era melhor falar com o Apanhador de Sonhos.
- Falta muito para consertar o caminhão? – ele perguntou. – Nosso tempo está se esgotando.
- Eu sei, mas não consigo achar o defeito – respondeu o Apanhador de Sonhos, escolhendo outra ferramenta.
Zacarias sentou-se no pára-choque. – Sabe de uma coisa? – perguntou. – Eu sempre durmo de olhos abertos para poder enxergar os meus sonhos passando no escuro. Uma vez sonhei com rinocerontes.
- Eu me lembro – respondeu o Apanhador de Sonhos. – Era um rinoceronte tão pesado que achei que as molas do meu caminhão não fossem agüentar. Vamos ter de fazer um trato, Zacarias, nada de sonhos com rinocerontes.
- Talvez – disse Zacarias, sorrindo.
Enquanto o Apanhador de Sonhos experimentava outras ferramentas, Zacarias foi procurar o cachorro. Olhou nas garagens, nos jardins, embaixo dos caminhões e atrás das árvores. Então, ouviu um barulho. Correu em direção ao cachorro, mas ele saltou mais rápido. Zacarias levantou-se do chão cuspindo terra. Não havia sinal do cachorro. “Talvez ele goste desta rua”, pensou Zacarias. “talvez ele não queira ir embora.” Os raios de sol brilhavam em todas as janelas das casas. Zacarias foi dizer ao Apanhador de Sonhos que um dos sonhos ainda estava solto.
- Afaste-se! – avisou o Apanhador de Sonhos quando Zacarias apareceu. – Vou tentar fazer o motor funcionar.
Zacarias afastou-se. Seguiu-se uma longa pausa. O cavalo relinchou. Então houve uma explosão, e o motor voltou a funcionar. E bem a tempo, pois a luz do sol já inundava a rua.
- Viva! – gritou o Apanhador de Sonhos. – Obrigado. Não teria conseguido sem a sua ajuda!
- Não consigo encontrar o cachorro! – gritou Zacarias.
O Apanhador de Sonhos seu um assobio agudo e o cachorro peludo saltou de dentro das moitas. Ele era exatamente como Zacarias imaginava que um cachorro deveria ser, com longos bigodes e olhos da cor de chocolate. Quando o cachorro abanou o rabo, suas patas traseiras quase saíram do chão.
- Você gostaria de ficar com esse cachorro? – perguntou o Apanhador de Sonhos.
- Eu adoraria! – respondeu Zacarias.
- Então ele é seu – disse o Apanhador de Sonhos. – Vais ser mais divertido que consertar o aspirador de pó.
Zacarias deu um berro. Quase não podia acreditar na sua sorte.
- Obrigado! – ele gritou.
O Apanhador de Sonhos soltou o freio e acenou. – E o nosso trato? – ele gritou. – Nada de rinocerontes, hem!
- Combinado! – respondeu Zacarias, rindo, emquanto o caminhão saiu andando com suas molas arriadas.
Zacarias agarrou seu maravilhoso cachorro dos sonhos pela coleira e juntos correram para casa.
- Vamos pular na cama de mamãe e papai – disse Zacarias. – Eles vão achar que ainda estão sonhando, quando abrirem os olhos e virem você!".
  •  Sugestão de atividade para ser feita após a contação da história:
            Cada aluno irá receber uma garrafa pet pequeno, e deverá enfeitá-la com fitas durex coloridas. Depois de enfeitada a garrafa, os alunos deverão escrever, em um papel no formato de nuvem, qual é o seu maior sonhos. A professora irá ter trazido uma caixa grande revestida, o Baú dos Tesouros, em que cada aluno irá por sua garrafinha, simbolizando a importância dos nossos sonhos e o grande valor que eles têm.



Cadê o Juízo do Menino?

                                                                                                     Tino Freitas


"O juízo é um parafuso
Que a gente deixa apertado
Pra máquina do pensamento
Não fazer nada errado

Tem gente que desaperta,
solta só um bocadinho;
Tem gente que perde a peça,
E fica todo maluquinho.

O menino acordou sem juízo,
Já soltando gargalhadas;
Não achou seu parafuso
E foi fazendo trapalhadas.

Pisou em tantos brinquedos,
Sonolento, desastrado,
Que quase caiu no chão
Do seu quarto bagunçado

Sua mãe foi ao banheiro
E viu o menino contente
Penteando os cabelos
Com uma escova de dente.

-- Ô menino sem juízo!
Me dá um trabalho diário...
Vê se acha o parafuso
Aí dentro do armário!

Depois no café da manhã
Deu um susto na irmã
Quando passou manteiga
Em um pedaço de maçã.

Procure o juízo, menino!
Não faça tanta besteira!
Quem sabe você o encontra
No frio da geladeira...

O transporte escolar espera,
O motorista reclama;
Mas quando ele sai da casa
Ainda veste o pijama.

Ô menino distraído!
Mesmo acordado, cochila...
Vê se encontra o juízo
Escondido na mochila!

Foi na aula que se deu
O auge da brincadeira:
O menino assistiu à aula
Plantando bananeira.

A professora gritou:
-- Ô menino trapalhão!
Seu juízo é nota zero.
Vai para recuperação!

À tarde, jogou bola na rua.
Num chute torto, sem mira,
Quebrou o vidro da janela
Da casa da dona Elvira.

--Meu Deus, ô criatura
Que só dá prejuízo!
Vou chamar a viatura.
E lá que está seu juízo!

Quando voltou para casa
Seu pai perguntou primeiro:
--Cadê seu parafuso?
Vá procurar, desordeiro!
No fim da noite, cansado
Depois de tanta procura,
O menino achou seu juízo
Num livro de aventura.
Fim?

Agora, pequeno leitor,
Releia o livro sem pressa.
Assim que a história termina
A brincadeira recomeça.

Procure nestas páginas
Algum tipo de parafuso
Juízo de todo jeito
Pra ninguém ficar confuso.

Não é difícil de achar;
Eu sei que você é esperto.
Tome conta do seu juízo
E deixe este livro por perto.

Fim".


  •  Sugestão de atividade para ser feita após a contação da história:
            Escolher a parte da história que mais gostou e confeccionar uma maquete de papel.



 O Grande Rabanete

Tatiana Belinky


O vovô saiu para a horta e plantou um rabanete.
O rabanete cresceu, cresceu e ficou grandão-grandão.
O vovô quis arrancar o rabanete para comer no almoço.
Então ele foi pra horta e começou a puxar o rabanete.
Puxa que puxa e nada do rabanete sair da terra.
Então o vovô chamou a vovó pra ajudar a puxar o rabanete.
A vovó segurou no vovô. E o vovô segurou no rabanete.
Puxa que puxa e nada do rabanete sair da terra.
Então a vovó chamou a neta pra ajudar a puxar o rabanete.
A neta segurou na vó, a vó no vô, o vô no rabanete.
Puxa que puxa e nada do rabanete sair da terra.
Então a neta chamou o Totó pra ajudar a puxar o rabanete.
O Totó segurou na neta, a neta na vó, a vó no vô, o vô no rabanete.
E nada do rabanete sair da terra.
Então o Totó chamou o gato para ajudar o rabanete.
O gato segurou no Totó, o Totó na neta, a neta na vó, a vó no vô, o vô no rabanete.
E nada do rabanete sair da terra.
Então o gato chamou o rato pra ajudar o rabanete.
O rato segurou no gato, o gato no Totó, o Totó na neta, a neta na vó, a vó no vô, o vô no rabanete.
E plop! Arrancaram o rabanete da terra!
- Eu sou o mais forte! – disse o rato.
Então todos sentaram e juntos comeram o rabanete, que era tão grande que deu pra todos, e ainda sobrou um pouco pra minhoca que passava por ali.

E você acha mesmo que o rato era o mais forte?
  •  Sugestão de atividade para ser feita após a contação da história:
            Os alunos irão confeccionar bonecos de papel, símbolo da união. Após isso, irão enfeitá-los e escrever palavras de carinho e agradecimento. Logo, entregarão a um colega o qual menos se relacionam. 












Dicas de como é possível trabalhar a ortografia 
utilizando os Ditados




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